
Fonte:
AHU_ACL_CU_013, Cx. 1, D. 76.
Nota explicativa:
No século XVII, muitos chefes indígenas participavam da cultura escrita por meio da oralidade: ditavam suas palavras a escrivães, intérpretes ou missionários, que as transformavam em texto. O gesto de “assinar com a cruz” marcava o consentimento e a presença do autor, funcionando como sinal de sua vontade e de sua voz. Assim, mesmo mediada pela escrita colonial, esta carta testemunha a participação política e discursiva de António Marapirão e de outros líderes indígenas no mundo letrado do império português; por isso a consideramos uma carta de autoria indígena.