

Fonte: Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal.
Nota explicativa:
Durante o período colonial, muitos indígenas participavam da cultura escrita por meio da oralidade, ditando suas palavras a escrivães, intérpretes ou missionários, que as registravam por escrito. Essa prática era amplamente utilizada também por pessoas brancas ao se dirigirem ao rei, à rainha ou a outras autoridades, sem que isso invalidasse sua autoria. Assim, embora mediada pelos códigos e mecanismos da escrita colonial, esta carta testemunha a participação política e discursiva de indígenas no universo letrado do Império português. Nessa perspectiva, os pesquisadores deste grupo de pesquisa, dedicados ao estudo das relações entre autoria, oralidade e gestos políticos, consideram esta carta de autoria indígena.