Fonte: Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Portugal.
Nota explicativa:
No século XVIII, muitos indígenas participavam da cultura escrita por meio da oralidade: ditavam suas palavras a escrivães, intérpretes ou missionários, que as registravam por escrito. Essa prática era amplamente utilizada também por pessoas brancas ao se dirigirem ao rei, à rainha ou a outras autoridades, sem que sua autoria fosse questionada. Assim, ainda que mediada pelos mecanismos da escrita colonial, esta carta testemunha a participação política e discursiva de indígenas no universo letrado do Império português. Por essa razão, consideramos tratar-se de uma carta de autoria indígena.

