A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB, como organização representativa dos objetivos e propósitos coletivos dos Povos Indígena da Amazônia, e frente aos acontecimentos em nos últimos anos em que nossos direitos têm sofrido retrocesso e uma ameaça constante a nossa própria existência como Povos Indígena e em virtude dos fatos ocorrido na região do Acre, Sul do Amazonas e Noroeste de Rondônia, pelo presente manifesta:
1) Apoiar incondicionalmente os Povos indígenas através de nossa organização membro a Organização dos Povos Indígena do Acre, Sul do Amazonas e Noroeste de Rondônia a Opin e suas organizações, associações e federação.
2) Apoiar e faz suas as denuncias e propostas contidas em vários documentos entre eles Pela união dos povos indígenas, integridade e segurança de seus territórios, de 14 de Abril de 2007; Afirmando o fortalecimento do movimento indígena, de 27 de Abril de 2007 e o oficio Adm-Opin Nº015-05-2007, de 03 de Maio de 2007 ao Senhor Marcio Meira – Presidente da Funai.
3) Gostaríamos de esclarecer ao Governo do Acre que nosso propósito para constituição de um parlamento indígena, obedecem a princípios como: participação coletiva como os eventos realizados pela Coordenadora das Organizações Indígenas da Cuenca Amazônica – COICA e Coordenação das Organizações Indígena da Amazônia Brasileira – COIAB no Senado Federal em 2002; em Cuiabá o II Foro Permanente dos Povos Indígenas da Amazônia, em 2004; constante intercâmbio com outras organizações e lideres indígenas da Amazônia; não é excludente nem divisionista e sim unificador para o fortalecimento de todos os Povos Indígenas, suas organizações, associações e federações e principalmente uma instancia indígena e não mista.
4) Manifestamos nossa estranheza com a forma que o Governo vem tratando o tema indígena de maneira unilateral como o fez com a Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas, proposto por nossos lideres e que foi extinta sem uma consulta, assim como nomeações sem a participação dos Povos, organizações, associações e federação, o que consideramos um retrocesso, principalmente de governo do Partidos dos Trabalhadores.
5) Condenamos os atos da justiça trabalhista no Acre por tomarem o bem patrimonial dos Povos indígenas (Sede da UNI), os mandatos de despejo o que caracteriza uma violação de nossos direito e insegurança por não permitir que nossos lideres possam exercer suas funções com segurança e tranqüilidade. Sede de organizações são patrimônio coletivo dos Povos Indígena e não podem se penhorado por atos de pessoas e envolvimento da Funasa.
6) Solicitamos aos órgãos de proteção aos Povos indígena como o Ministério Publico que possa se manifestar se estar em condições de defender nossos direitos e de igual a Funai possa atuar de maneira mais decidida em vista das ameaças que estamos sofrendo por vários atores.
Jecinaldo Barbosa Cabral
Coordenador Geral da COIAB
Fonte: https://coiab.org.br/
NOTA EXPLICATIVA SOBRE A FONTE:
O primeiro levantamento das cartas escritas por povos indígenas, referentes ao período entre 2000 e 2007, foi realizado em 2013. Na ocasião, os documentos estavam disponíveis em sites de organizações indígenas, blogs e outras plataformas digitais mantidas por grupos indígenas. Entretanto, muitos desses domínios deixaram de existir. Atualmente, o único acesso digital consolidado a esses documentos é por meio do sítio Cartas dos Povos Indígenas ao Brasil. Cabe destacar que, especialmente para os anos de 2000 e 2001, algumas fontes originais não puderam ser recuperadas.
SOBRE ESTA CARTA:
A publicação preserva a autoria e a fonte de origem do documento, sempre que essas informações estão disponíveis.
Caso algum autor, comunidade, organização ou titular de direitos deseje solicitar atualização, correção ou remoção de conteúdo, pedimos que entre em contato pelo e-mail cartasindigenas@gmail.com. As solicitações serão analisadas com atenção.